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Para as famílias, mulheres, homens, mães e pais, de primeira, segunda, de muitas viagens. Para quem já se interessa por esse olhar mais autônomo e para quem está se abrindo para esse mundo agora, AQUI é seu lugar!
Toda semana publicamos textos de escritores e parceiros queridos, que partilham conosco suas reflexões a respeito de parentalidade, alimentação, criação de filhos (em seus mais amplos aspectos e visões de mundo), feminismo, economia familiar, a lista do que nos interessa ler e mostrar é bem extensa.
Esperamos que você curta a leitura, comente, envie para as amigas, ajude a divulgar. Caso também queira participar com um texto seu, entre em contato conosco.

BLW e a divisão de responsabilidades: como respeitar o papel de cada um à mesa
Quando falamos sobre alimentação infantil, existe um princípio que considero essencial para que esse processo aconteça de forma leve, respeitosa e saudável: a Divisão de Responsabilidades, proposta por Ellyn Satter, referência mundial em comportamento alimentar. E você sabia que o BLW (Baby-Led Weaning) é uma das abordagens que mais favorecem e respeitam essa divisão desde o início da introdução alimentar? Há mais de 10 anos, nas redes sociais e nos atendimentos, eu reforço sempre com as famílias que alimentar não é impor. É dividir responsabilidades de forma clara,

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança
Quero trazer à memória o que me pode dar esperançaBíblia (Lamentações 3.21) Para começar, vai aí uma dica. Assista ao “Agente Secreto”, que venceu a categoria de melhor filme de língua não-inglesa e que teve Wagner Moura premiado como melhor ator no Globo de Ouro, no dia 11 de janeiro de 2026. Mas, prepare-se. Se você conhece a história, pode não conseguir chegar ao final da sessão. É de embrulhar o estômago (uma “confirmação digna” de “Ainda estou aqui”). Se você não viveu ou não leu a respeito

Amamentar é para todo mundo, mas não é para qualquer um…
Não sei se vou trazer muitas novidades para todos nesse texto, mas, talvez, organizar as informações de uma forma diferente para provocar uma reflexão, comoutros pontos de vista possíveis, possibilidades de análises distintas e revisão de conceitos e propostas. Curiosidade e inquietação me movem constantemente. O foco nem é o aprofundamento em cada item, mas uma conscientização do processo que, muitas vezes, não é valorizado adequadamente e, em outras, ignorado por quem não vivenciou todo o panorama envolvido com a amamentação e seu entorno (antes, durante e depois).

Desesperar jamais. Tente outra vez
Vai ser um texto longo, bem crítico, e eu quero prender tua atenção do começo ao final. Tudo nele é relevante. Cada parte dessa publicação importa. E, para concluir, vou trazer uma proposta de ação real e possível. Para quem não me conhece, sou homem branco, cis, casado, já de terceira idade (acima de 60 anos segundo a OMS), pediatra, sem filiação partidária, membro da Rede IBFAN-Brasil, sem nenhum conflito de interesses e com compromisso com a ética, a ciência e a informação. Esse artigo poderia ter muitos

Amamentação: o “certo” ou a “verdade”? Dá para conciliar os dois?
“São só dois lados da mesma viagemO trem que chega é o mesmo trem da partida.” Esse é um trecho da composição “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt, lançada em 1985, que abre o significado desse texto. Vem comigo. Lado A – “Encontros” A recomendação da Organização Mundial de Saúde é o aleitamento materno desde a sala de parto até 2 anos ou mais, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês, quando se inicia a alimentação complementar saudável. Essa recomendação, quando seguida, pode prevenir

Temos oráculo!
Ana Basaglia, a mulher da comunicação, editora, ativista e tecelã de encontros, tem dedicado sua trajetória a dar luz e voz às mulheres em suas diversas travessias. Foi assim que nasceu o #MãesNaLivraria, projeto que desde 2018 abre um espaço de trocas, acolhimento e leitura para mulheres em fase de amamentação. Mas a vida é feita de ciclos, e Ana sentiu a chegada de um novo tempo: a maturidade. Quando o silêncio em torno dessa fase tão potente e desafiadora se fez presente, veio também a necessidade

Amamentação é uma ocupação de 24 horas?
A Organização Mundial de Saúde (ela de novo) recomenda o aleitamento materno desde a sala de parto até dois anos ou mais (sempre é bom ressaltar que é ou mais), exclusivo (só ele mesmo, não precisa nem de água) e em livre demanda (sem horários ou duração marcados, definidos pela mãe e sua cria) até o sexto mês. Essa recomendação é confirmada no Brasil também pelo Ministério da Saúde, pela Sociedade Brasileira de Pediatria e suas Sociedades regionais estaduais e pelos órgãos representativos que atuam na área de

LUTOS E CELEBRAÇÕES
2024 está (ufa) em seus últimos dias. Que ano, hein? Muitos desafios, transformações, muitas expectativas, reflexões. Posso dizer que foi um dos anos mais estranhos, difíceis, reveladores que eu me lembro de ter passado, com alternâncias constantes (mais do que eu gostaria) entre alegrias e decepções, encontros, despedidas e reencontros, realizações e frustrações, começos, finais e recomeços. Achei um texto muito interessante da Sandra Caselato (último texto dela na coluna do UOL – ECOA de 22/12/2020. Procurem ela no Google, associada a CNV), que quero compartilhar alguns trechos.

Nada sobre nós, sem nós
Nada sobre nós, sem nós Dia desses, no grupo de WhatsApp da Rede IBFAN Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar) do qual participo, escutei de novo essa frase que e impactou como da primeira vez (obrigado, Rodrigo Carvalho). E, como da primeira vez, fui pesquisar sua origem e, logicamente, veio a ideia desse texto pela profundidade e abrangência de seu significado. Então, senta que lá vem história. Do latim “Nihil de nobis, sine nobis”, entre as várias teorias, uma delas atribui sua procedência às tradições