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Para as famílias, mulheres, homens, mães e pais, de primeira, segunda, de muitas viagens. Para quem já se interessa por esse olhar mais autônomo e para quem está se abrindo para esse mundo agora, AQUI é seu lugar!
Toda semana publicamos textos de escritores e parceiros queridos, que partilham conosco suas reflexões a respeito de parentalidade, alimentação, criação de filhos (em seus mais amplos aspectos e visões de mundo), feminismo, economia familiar, a lista do que nos interessa ler e mostrar é bem extensa.
Esperamos que você curta a leitura, comente, envie para as amigas, ajude a divulgar. Caso também queira participar com um texto seu, entre em contato conosco.

Em uma sociedade hostil, onde ficam as mães e as crianças?
Ser mãe não é fácil. Não é fácil engravidar, gestar, ter o bebê, conseguir parir com respeito e segurança, amamentar onde, quando e como quiser, com suporte social e rede de apoio. Conciliar maternidade e trabalho, então, é tarefa mais difícil ainda. Todo mundo pensa que pode julgar você, escolher por você e definir por você como devem ser as suas prioridades frente a esse papel, ser mãe. Ou você se submete a uma maternidade neoliberal ou você se submete a uma maternidade sacrificial. Ambas caminham lado a

“Faça o que eu digo. Não faça o que eu faço”
Estou “morando” na internet. Por conta do trabalho, sempre passei tempo demais pendurada no celular. Organizando eventos, gerindo equipe, falando com a família em outro estado. Mas com a pandemia, isso piorou significativamente. Com você também tem sido assim? Desde que minha primeira filha nasceu, impus a mim mesma algumas regras. Uma delas era que das 18h30 às 20h eu não atenderia telefonemas e nem olharia mensagens. Funcionou bem. Era o nosso tempo exclusivo juntas. E ela foi crescendo acostumada com isso. Quando o telefone tocava, já esperava

Amamentação e crenças limitantes
A maior parte de nós ouviu, desde muito pequeno, que a cabeça controla o corpo. E que o cérebro é quem comanda tudo que acontece dentro de nós. Salvo uns e outros que tiveram a oportunidade de ouvir sobre as possibilidades de uma inteligência emocional ainda na infância e adolescência, os nascidos antes da geração Z cresceram dando ao cérebro poder absoluto. Hoje, nos idos de 2021, já temos muitas pesquisas e informação aberta sobre a vastidão de poderes que as emoções têm sobre nós. Até mesmo que

O papel do profissional da saúde na alimentação infantil
Há muitos anos, venho trabalhando com a alimentação de crianças, especialmente com a de bebês e isso gera um estranhamento por parte de muitas pessoas. Mas por que alguém tão pequeno vai precisar de atendimento de nutricionista? Será que estamos tentando “gourmetizar” algo tão natural, que é o ato de comer? Quando me perguntam qual a necessidade da família receber orientação no período da introdução alimentar, eu questiono o quanto esses adultos têm acesso a informações atualizadas e sentem-se seguros sobre esse momento. Quanto às informações, é muito

O que causa e o que salva
Em casa temos duas espécies mirins: uma com 7 e outro com 2 anos. A de 7 pegou o jeito da aula online e, entre choros e risos, está se virando bem. Na medida do possível, ela segura a onda. Sempre com o nosso olhar atento e um abraço apertado quando necessário. O de 2 ainda vive num mundo paralelo onde o “inominável” e a pandemia não entram e nem estão representados por nenhum vilão. A sua preocupação é brincar e ter os pais por perto. Ele vive

Relato Mães na Quarentena: sobre a confiança
Confiança é uma daquelas características que quase todas as mulheres desejam para si mesmas. Ela é algo precioso para nossa saúde mental. Mas quando a notícia do distanciamento social chegou, vi minha autoconfiança escorrer entre meus dedos. Nos primeiros dias, mal consegui pensar em acolher meus medos e insegurança, porque eu estava diante do impensável. O impensável que poderia levar embora minha família. Assim, chorei por cada tia velhinha que tenho; principalmente ao imaginar que por estar distante delas, não haveria despedidas. Aliás, não haveria nem encontros! Que

Fotografia de parto: papel de transformação
Fotografia é uma profissão um tanto solitária. E talvez seja por isso que eu a tenha escolhido. Às vezes fico na dúvida se eu escolhi essa profissão ou se ela me escolheu. Mas o fato é que fotografar nos convida a sintetizar emoções. Quando estamos ali, no “campo de batalha”, seja ele qual for (um parto, uma festa, um retrato ou uma guerra), temos a oportunidade de transmitir emoções através de um clique. Nosso trabalho acaba sendo um reflexo de nós mesmos. Trazemos para a foto tudo aquilo

Brincar é coisa séria, inclusive com comida!
Brincar é coisa séria, inclusive com comida! Você tem aflição ao ver um bebê colocando as mãos em um bom prato de comida ou, ainda, angustia-se com o desperdício que isso vai causar? Hoje, estou aqui para conversar com você sobre o quão importante é para uma criança a interação com os alimentos. Eu trabalho bastante com o baby-led weaning, quando a introdução alimentar é conduzida pelo bebê e, então, ele comerá usando suas pequenas mãos. Mas saiba que as recomendações mais atuais, que constam no Guia Alimentar

“Como você pretende fazer isso, minha filha?
“Como você pretende fazer isso?”, perguntava o meu pai, com real interesse, toda vez que eu lhe contava algum sonho. “O que você pretende fazer para realizar essa vontade?”. Essa simples frase fazia a minha cabeça girar e o cérebro ia a mil por hora criando inúmeras estratégias para chegar no meu objetivo. Primeiro faria assim, depois daria esse outro passo… e assim em diante até chegar à reta final. Meu pai sempre ouvia tudo atentamente, com um sorriso no rosto. Nunca disse que algo era impossível. Nem